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diabetes 28 de set. de 2026· por Mayara Golzer

Diabetes e saúde dos pés: cuidados diários e atenção antes de usar palmilhas

Diabetes e saúde dos pés: cuidados diários e atenção antes de usar palmilhas

Cuidar dos pés faz parte da rotina de saúde de quem vive com diabetes. Pequenas alterações, como uma bolha, uma rachadura ou uma área de vermelhidão, merecem atenção, mesmo quando não causam dor. Isso não significa viver com medo, mas criar hábitos simples de observação e procurar orientação quando necessário.

O diabetes pode comprometer a sensibilidade e a circulação dos pés, tornando algumas lesões mais difíceis de perceber e de cicatrizar. Por isso, o cuidado diário deve caminhar junto com o acompanhamento de saúde. As palmilhas podem integrar esse cuidado em situações específicas, mas sua indicação exige avaliação individualizada.

Por que a ausência de dor não garante segurança

Algumas pessoas com diabetes desenvolvem neuropatia periférica, uma alteração dos nervos que pode provocar formigamento, queimação, dormência ou redução da sensibilidade. Com isso, um sapato apertado, um objeto dentro do calçado ou uma superfície quente podem machucar sem gerar o alerta habitual da dor.

Esses sintomas precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Não é possível confirmar perda de sensibilidade apenas pela percepção em casa, e a ausência de sintomas também não dispensa o exame dos pés durante o acompanhamento do diabetes.

Alterações da circulação podem aumentar a vulnerabilidade da pele e dificultar a cicatrização. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que uma lesão aparentemente pequena não deve ser ignorada.

Como fazer a inspeção diária

Reserve alguns minutos todos os dias para observar os dois pés, em um ambiente bem iluminado. Examine o dorso, a planta, os calcanhares, as laterais, as unhas e os espaços entre os dedos. Um espelho pode ajudar a visualizar a sola. Se houver dificuldade de visão ou mobilidade, peça auxílio a alguém de confiança.

Procure cortes, bolhas, fissuras, descamação, secreção, manchas, vermelhidão, inchaço e marcas de pressão. Observe também se existe alguma mudança em relação ao aspecto habitual dos pés. Calosidades merecem atenção, pois podem indicar pressão repetida em determinada região.

Não tente testar a sensibilidade com agulhas, objetos pontiagudos, gelo ou fontes de calor. A avaliação profissional utiliza métodos adequados, sem expor a pele a lesões. Também não espere sentir dor para buscar ajuda diante de uma alteração visível.

Higiene, hidratação e proteção da pele

Lave os pés com água morna e sabonete suave, sem deixá-los de molho por períodos prolongados. Como a percepção de temperatura pode estar reduzida, evite testar a água apenas com os pés. Se necessário, utilize um termômetro apropriado ou peça ajuda para conferir a temperatura.

Seque cuidadosamente, principalmente entre os dedos. Aplique hidratante nas áreas ressecadas, evitando os espaços entre os dedos, onde o excesso de umidade favorece problemas de pele. Caso existam rachaduras ou feridas, procure orientação sobre o cuidado adequado antes de aplicar produtos.

Não use lâminas, calicidas ou receitas caseiras para retirar calos. Evite cortar os cantos das unhas ou remover cutículas. Pessoas com dificuldade para enxergar ou alcançar os pés, unhas espessas, perda de sensibilidade ou problemas circulatórios devem buscar orientação profissional para realizar esses cuidados com segurança.

Calçados e meias também fazem diferença

Evite andar descalço, inclusive dentro de casa. Prefira calçados que acomodem os dedos, tenham bom ajuste e não causem atrito. Antes de calçá-los, examine o interior em busca de pedrinhas, costuras salientes, dobras ou outros pontos que possam pressionar a pele.

Use meias limpas, confortáveis e sem elásticos que apertem excessivamente. Ao experimentar um calçado novo, observe os pés após períodos curtos de uso. Marcas persistentes, vermelhidão ou bolhas indicam que o ajuste precisa ser revisto. A sensação de conforto, sozinha, não é suficiente quando existe redução de sensibilidade.

Quando procurar atendimento

Feridas, bolhas, secreção, mau cheiro, vermelhidão crescente ou inchaço devem motivar avaliação rápida. Um pé que fica subitamente mais quente, vermelho e inchado também precisa de atendimento, mesmo sem dor e sem ferida aparente. Nessas situações, procure um serviço de saúde no mesmo dia.

Febre associada a alterações no pé, escurecimento da pele, piora rápida ou um pé subitamente frio ou pálido exigem atendimento imediato. Não fure bolhas nem tente tratar lesões por conta própria. Enquanto busca ajuda, evite pressão sobre a região afetada.

Palmilhas: primeiro avaliar, depois indicar

Nem toda pessoa com diabetes precisa de palmilhas, e nem toda palmilha é adequada para quem apresenta perda de sensibilidade, alterações circulatórias ou histórico de feridas. Antes da indicação, é importante avaliar a pele, a sensibilidade, a circulação, as deformidades, os pontos de pressão e os calçados utilizados.

Quando indicadas, palmilhas personalizadas podem ajudar a redistribuir pressões e acomodar necessidades específicas. Elas não tratam, por si só, a neuropatia ou a doença circulatória e não substituem os cuidados com o diabetes. Feridas ativas podem exigir estratégias específicas de alívio de pressão, definidas pela equipe de saúde.

Na BioPé, o atendimento individualizado inclui medidas obtidas com scanner a laser 3D dos pés e fabricação por impressão 3D. Esse processo permite produzir palmilhas 100% personalizadas, conforme as necessidades de cada caso. O escaneamento registra a forma dos pés, mas não substitui a avaliação clínica da sensibilidade, da circulação e da pele.

O acompanhamento continua após a entrega

A adaptação precisa seguir as orientações recebidas, com inspeção da pele e revisões quando necessárias. Se surgirem marcas persistentes, bolhas ou feridas, interrompa o uso da palmilha e procure avaliação. Quem tem sensibilidade reduzida não deve esperar sentir desconforto para revisar o ajuste.

A BioPé oferece atendimento voltado às necessidades individuais de cada paciente. Agende uma avaliação para conversar sobre seus cuidados e verificar se uma palmilha personalizada pode fazer parte do seu acompanhamento, em conjunto com a equipe responsável pelo diabetes.

Agende uma avaliação na BioPé

Avaliação individual com escaneamento 3D em Maravilha/SC.

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