Uma perna mais curta pode causar dor? Entenda quando procurar avaliação
Esses sinais podem estar relacionados a uma discrepância de membros inferiores, mas também podem ser consequência de alterações funcionais que fazem uma perna parecer mais curta. Por isso, antes de pensar em compensar essa diferença, o primeiro passo é entender o que realmente está acontecendo.
Nem toda perna aparentemente mais curta é realmente mais curta
A diferença entre os membros pode ser estrutural, quando existe uma diferença real no comprimento dos ossos, ou funcional, quando alterações na postura, pelve, mobilidade ou movimento fazem com que uma perna pareça mais curta. Essa distinção é importante porque a estratégia de tratamento pode ser diferente em cada situação.
Uma avaliação profissional permite analisar essas características e verificar se existe uma diferença relevante e se ela pode estar relacionada aos sintomas.
Uma diferença entre as pernas pode causar dor?
A discrepância de membros inferiores pode modificar a distribuição das cargas e provocar adaptações durante a marcha. Dependendo da magnitude da diferença e da capacidade de adaptação de cada pessoa, essas alterações podem estar associadas a desconfortos na região lombar, quadril, joelho ou membros inferiores.
Porém, nem toda discrepância causa dor e nem toda dor é causada pela diferença entre as pernas. É justamente por isso que a avaliação individual é tão importante.
Como saber se você realmente precisa de uma compensação?
Não é recomendado decidir pelo uso de uma elevação ou palmilha apenas observando que uma perna parece mais curta.
Durante a avaliação, podem ser analisados: comprimento dos membros, posicionamento da pelve, mobilidade das articulações, apoio dos pés, marcha, distribuição das cargas, presença e localização da dor e possíveis compensações durante o movimento. Quando existe suspeita de uma diferença estrutural importante, exames de imagem podem ser indicados para uma mensuração mais precisa.
A palmilha pode ajudar?
Quando uma discrepância apresenta relevância clínica, uma compensação pode ser utilizada para auxiliar na distribuição das cargas e na adaptação do membro inferior. Essa compensação pode ser incorporada a uma palmilha personalizada, de acordo com as características e necessidades de cada pessoa.
Estudos mostram que o uso de elevações e órteses pode contribuir para a redução da dor e melhora da função em alguns indivíduos com discrepância de membros inferiores, embora a qualidade das evidências ainda seja limitada e os resultados variem entre os pacientes.
Por isso, a palmilha não deve ser pensada apenas como uma forma de “igualar as pernas”, mas como uma ferramenta que pode auxiliar na adaptação e no controle das cargas durante o movimento.
E se a diferença for funcional?
Nesse caso, a abordagem pode ser diferente. Se a perna apenas aparenta ser mais curta devido a alterações na pelve, mobilidade ou movimento, simplesmente adicionar uma compensação pode não ser a melhor escolha.
A avaliação ajuda a identificar se existe uma diferença estrutural ou se o que está sendo observado é uma assimetria funcional. Dependendo do caso, exercícios, orientações e outras estratégias podem fazer parte do tratamento, com ou sem o uso de palmilha.
Quando procurar uma avaliação?
Vale a pena procurar uma avaliação quando você percebe diferença evidente entre os membros, dor recorrente nos pés, joelhos, quadril ou coluna, desgaste muito diferente entre os calçados, dificuldade ou desconforto ao caminhar ou correr, sensação de que um lado do corpo “trabalha mais” que o outro, ou simplesmente uma dúvida sobre uma possível diferença no comprimento das pernas.
Quanto mais cedo a causa for compreendida, mais individualizada pode ser a estratégia de tratamento. Na BioPé, a avaliação vem antes da palmilha, a palmilha não deve ser indicada apenas porque uma pessoa apresenta uma diferença entre as pernas, a avaliação busca entender se essa diferença realmente existe, como ela interfere no movimento e se uma compensação pode ser benéfica para aquele paciente.
Quando existe indicação, a palmilha personalizada pode ser desenvolvida de acordo com as características encontradas na avaliação, buscando proporcionar melhor adaptação e distribuição das cargas durante as atividades. Uma perna mais curta não deve ser simplesmente “corrigida”.
Primeiro, é preciso entender a causa. Depois, definir a melhor estratégia.
Se você percebe uma diferença entre as pernas ou apresenta dores que podem estar relacionadas à sua forma de pisar, uma avaliação pode ajudar a esclarecer o que está acontecendo e se uma palmilha pode ser uma opção para o seu caso.
Agende uma avaliação na BioPé
Avaliação individual com escaneamento 3D em Maravilha/SC.
Falar no WhatsApp